quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Das Mentiras Adormecidas

Tuas mentiras
São farrapos
Que já não
Me servem...

Houve um tempo
que eram
verdades

Das quais me vestia
feito vento,
balançando ao sabor
da vaidade.

Deixavam-me
nua, no frio do
isolamento

Mas hoje,
quando despertos,
os meus olhos
te traem!
Me dizem, o que tu
teces:

Farrapos ao relento...

Uma vida rasgada...
De remendos...

E vi
meu Dedo furado
numa roca...

ɱαгЇS

Um comentário:

Dhenova disse...

Te ler é adentrar em outros mundos, poetisa!

Adorei a ponte com 'A Bela Adormecida'.

beijão.