segunda-feira, 20 de abril de 2009

ALIENAÇÃO

Tarsilla do Amaral





Deixou apenas ser luz
As estrelas

Acreditou

Que folhas secas

São as dúvidas

Que secam


Tudo

Ficou sem sentido

Como o apelo

De ser

Que

Deixou-se macerar

No tempo

Da indiferença


E até mesmo

A xícara de café

Que o acordava

Esfriou

No esquecimento

Do que era


Sorriu


Que por fim,
O amanhecer
Se tornou
Risada de uma
Tristeza
Que não existia


Maris

2 comentários:

Anne Cavalcanti disse...

simples, leve e apaixonante...

ﮭﮭﯓɱαгЇSﮭﮭﯓ disse...

Obrigada pela leitura, Anne!