domingo, 15 de abril de 2012

GRÃOS DE AREIA

E um
Punhado de amor areado,
Lentamente despejava o tempo
Numa ampulheta...

Escoava da voz frágil
Um sentimento

Poeira no vento
Pó de tudo que se transforma...



MARIS FIGUEIREDO



sábado, 14 de abril de 2012

NÃO TEM VOLTA - ZÉLIA DUNCAN




Se você vai por muito tempo
Você nunca volta
Você retorna, você contorna
Mas não tem volta
A estrada te sopra pro alto
Pra outro lado
Enquanto aquele tempo vai mudando
Aí, de quando em quando você lembra

Aquele beijo
Aquele medo
Mas você sabe que tudo ficou antigo
E você não volta
Nem com escolta
Nem amarrado, porque o passado já te perdeu

E o perigo muda mesmo de endereço.
Não existe pretexto, o dia mudou
O carteiro não veio
O princípio é o meio
E você retorna, mas não tem volta.