quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

JANELAS IV

A CHUVA  UMEDECE OS DIAS QUENTES,
 EVAPORA OS DIAS MORNOS...

ESPIO DA JANELA
A VIDA QUE RESPINGA
CRISTALINA

PARECE QUE VIBRAVA
LATENTE NO PENSAMENTO QUANDO
LIBERTO

ILUMINA
A ALMA QUASE EM ESTADO
DE SEMENTE

ESCORRE NAS VIDRAÇAS
SE DESENHA
NO ESFUMAÇADO
TUDO É GRAÇA

O CHEIRO DA TERRA É PERFUME QUE
CORRE A VIDA E SOPRA NO ROSTO
UM VENTO COM JEITO DE BRISA


DE REPENTE, SE RETORNA
JUNTO ÀS ÁRVORES QUE
BALANÇAM

IGUALMENTE ÀS
GOTAS QUE PERSISTEM
EM DOCE SINFONIA





MARIS FIGUEIREDO